Muitos acreditam que a inteligência humana encontrará a solução para a crise ambiental que vivemos. E justo que aquele que começou o problema apresente uma solução
para ele. Além disso, uma sociedade que se reconcilia com o meio ambiente se torna mais saudável e rica. Cuidar da natureza é uma responsabilidade intransferivel da humanidade, mas, em última instância, o próprio Deus prometeu que vai redimir a criação de seu sofrimento.
Por um lado, vivemos em uma Terra sob maldição por causa do pecado de Adão e Eva; por outro, em um planeta que esta debaixo de uma aliança, um pacto pela vida feito pelo próprio Deus. A Biblia conta que depois que o mundo foi destruído pelas águas do dilúvio, de acordo com Gênesis 6 a 8,
Deus fez um pacto para a conservação da vida com a humanidade e toda a natureza (Gênesis 9). Sendo assim, a nossa sobrevivência neste mundo não depende de nós, mas das promessas de Deus.
Os escritores do Antigo Testamento acreditavam que a implantação do reino de Deus na Terra traria uma nova ordem natural. Para eles, quando o Messias se manifestasse, a natureza se reconciliaria com a humanidade. Veja as belas palavras do profeta Isaías:
“O lobo viverá com o cordeiro, o leopardo se deitara com o bode, o bezerro, o leão e o novilho gordo pastarão juntos; e uma criança os guiara. A vaca se alimentará com o urso, seus filhotes se deitarão juntos, e o leão comera palha como o boi. A criancinha brincará perto do esconderijo da cobra, a criança colocará a mão no ninho da vibora.
Ninguém fará nenhum mal, nem destruirá coisa alguma em todo o meu santo monte, pois a terra se encherá do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar” (Isaías 11:6-9).
Segundo o plano de Deus, quando Jesus morreu na cruz, Ele garantiu a salvação tanto da humanidade quanto da natureza. No entanto, isso só se concretizará na ocasião de Sua segunda vinda. Nesse tempo, tanto o ser humano quanto a criação serão, finalmente, redimidos e restaurados à condição de felicidade eterna descrita em Gênesis 1 e 2. A humanidade não será salva fora da criação, mas como uma parte da própria natureza redimida. Sobre isso, o apóstolo Paulo escreveu:
“A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados.
Pois ela foi submetida à futilidade, não pela sua própria escoIha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto. E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primelros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo” (Romanos 8:19-23).
Paulo explica que a natureza espera pacientemente a redenção dos filhos de Deus, pois isso também incluirá a sua própria salvação. Ele ensina que a criação sofre por causa das nossas transgressões. Sendo assim, quando Cristo vier pela segunda vez, Ele virá para libertar tanto a humanidade quanto a criação do sotrimento.
Devemos olhar para o passado para nos lembrarmos de que temos uma missão ecológica, e para o futuro, para termos a esperança de que toda a criação será redimida. Essa esperança deve nos motivar a trabalhar pela proteção ambiental.
Quando Jesus voltar, a humanidade estará dividida em dois grupos. Um deles será formado pelos condenados que recebem a seguinte sentença: “Chegou o tempo […] de destruir os que destroem a terra” (Apocalipse 11:18). O outro grupo, por sua vez, aguarda a seguinte promessa: “de acordo com a Sua promessa, esperamos novos
céus e nova terra, onde habi justiça” (2 Pedro 3:13). Em q grupo você vai estar?
Dicas bíblicas para salvar o planeta (parte 1)
UMA JANELA DE ESPERANÇA NO TEMPO
O clímax do relato da criação não é o surgimento do ser humano, mas a celebração festiva do sábado. A obra criadora de Deus não terminou no sexto dia daquela semana, mas no sétimo, quando o Senhor descansou (Gênesis 2:1-3). Apenas quando o ser humano participa desse descanso sabático, ele compreende o significado da criação e se prepara de fato para a redenção final. Esse descanso é tão importante que foi incluído na Lei moral de Deus (Êxodo 20:8-11).
O dia do Senhor não é um feriado comum, mas um dever moral.
Além disso, esse dia é uma dádiva tanto para a família quanto para a criação. Se a sociedade observasse esse dia, o planeta descansaria.
Imagine um dia em que as fábricas parassem, os meios de transporte ficassem nas garagens e o comércio fechasse. As famílias teriam tempo para conviver e para passear em meio à natureza. O sábado, portanto, seria o dia da Terra, celebrado a cada semana.
Dicas bíblicas para salvar o planeta (parte 2)
A DIETA QUE SALVA O PLANETA
O governo da Holanda busca incentivar uma dieta mais sustentável para o país, aumentando paulatinamente a proporção de proteínas de origem vegetal no prato dos cidadãos. Uma das razões para essa mudança dietética é o fato de a pecuária ser um dos maiores contribuintes para os graves problemas ambientais. O gás metano, produzido pelos animais ruminantes, é um dos principais causadores do efeito estufa. Além disso, o desmatamento e as queimadas para preparar pastagens ameaçam a biodiversidade, e o uso de água para a criação que visa ao abate causa grande impacto na natureza.
Contudo, a proposta de uma dieta vegetariana não é apenas uma solução ecológica; ela também está enraizada em princípios bíblicos. Desde o início, Deus apresentou um projeto que serve tanto para beneficiar a saúde humana quanto para equilibrar nossa relação com a Terra: “Eu dou a vocês todas as plantas que produzem sementes que estão em toda a terra, e todas as árvores que têm frutos que produzem sementes. Elas serão o alimento de vocês. E dou todos os vegetais como alimento para todos os animais selvagens, para todas as aves do céu e para todos os seres vivos que se movem sobre a terra” (Gênesis 1:29, 30).
Esse plano original de Deus implantou uma dieta vegetariana tanto para a humanidade quanto para os animais. Isso revela um belo sistema em que a provisão de Deus para todas as formas de vida vem da própria Terra. O salmista reforça essa ideia, ao dizer que Deus “faz crescer o capim para o gado, e as plantas que o homem cultiva, para da terra tirar o alimento” (Salmos 104:14).
Sendo assim, adotar uma dieta que prioriza alimentos de origem vegetal é uma forma de alinhar a nossa vida com o plano original de Deus. Essa é uma escolha que honra a Sua criação, promove o bemestar do planeta e cumpre o nosso papel como mordomos fiéis.
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