QUARTA-FEIRA | DIA 4

Identidade no Lar

por J. M. Sithole

Nossa verdadeira identidade não é herdada nem conquistada; ela nos é dada por Deus.

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semel-hança; E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou..” (Genesis 1:26, 27).

O mundo define a identidade familiar como a percepção coletiva de quem somos: o senso de pertencimento, os valores, a segurança, a cultura, as tradições e a história compartilhados por pais, filhos e irmãos, unidos por laços de sangue, casamento ou adoção.

Em uma família cristã: “Nossa principal fonte de identidade é o fato de termos sido criados à imagem do próprio Deus e de, por meio da fé no sacrifício de Cristo pelos nossos pecados, sermos adotados como membros de Sua família.” ¹

“Nossa identidade em Cristo nada tem a ver com a ideia nacionalista de identidade cristã encontrada atualmente em alguns círculos políticos. A identidade do cristão está em Jesus, não em uma agenda política nem na autoexpressão. Quando O aceitamos como nosso Salvador e Senhor, tornamo-nos parte integrante da família de Deus. Fazemos parte da comunidade celestial na Terra. Embora possa ser tentador fundamentar nossa identidade em testes e avaliações de personalidade, nenhum meio humano de identificação se compara a encontrar nossa identidade em um Deus cujo amor por nós é imutável e eterno.” ²

A dedicação a Deus é a base da identidade familiar: “As direções que Moisés deu sobre a festa da Páscoa são cheias de significado e ter uma aplicação para pais e filhos nesta era do mundo…

“O pai devia atuar como sacerdote da família, e se o pai fosse falecido, o filho mais velho devia realizar o solene ato de aspergir os umbrais da porta com o sangue. Este é um símbolo da obra a ser feita em toda família. Devem os pais reunir os filhos no lar e apresentar Cristo diante deles como sua Páscoa. O pai deve dedicar todo membro da família a Deus e fazer a obra que é representada pela festa da Páscoa. É perigoso depor este solene encargo nas mãos de outros. ³

Pais para preservar a identidade familiar por meio da oração: “Le-vantem uma fortaleza de oração e fé ao redor de seus filhos, e sobre ela exerçam diligente vigilância. Em nenhum momento vocês estão seguros contra os ataques de Satanás. Não têm tempo para descansar do trabalho vigilante e fervoroso. Não devem dormir nenhum mo-mento em seu posto. É esta uma guerra muito importante. Conse-qüências eternas estão envolvidas. É questão de vida ou morte para vocês e sua família.⁴

IdentIdade dIstInta do marIdo e da esposa: “Identidade distinta do marido e da esposa: “Foi-me mostrado que, embora duas pessoas se casem, façam um ao outro os mais solenes votos à vista dos Céus e dos santos anjos, e se tornem uma só carne, ainda assim cada um pos-sui identidade separada, que o concerto matrimonial não pode destruir. Nem o marido nem a esposa devem imergir sua individualidade na do outro. Cada qual tem uma relação pessoal para com Deus.” ⁵

MarIdos na famílIa: “igualmente, vivam a vida comum do lar com discernimento, dando honra à esposa, por ser a parte mais frágil e por ser coerdeira da mesma graça da vida. Agindo assim, as orações de vocês não serão interrompidas.” 1 Pedro 3:7. “[Maridos:] não se empenhem em tornar sua esposa uma escrava de sua vontade, mas pela bondade e desejo altruísta de propiciar-lhe conforto e felicidade, atraia-a em íntima simpatia com você. Dê-lhe uma oportunidade de exercer as próprias faculdades, e não tente distorcer-lhe a mente e moldar seu discernimento até que ela perca sua identidade mental.” ⁶

Esposas da família: “Esposas, submete-se aos vossos maridos, como ao Senhor” Efésios 5:22. Há uma diferença entre a submissão de uma esposa ao marido e ao Senhor, e a oposição à esposa entregar sua identidade. “ A mulher que se submeter a ser sempre dirigida, mesmo nos menores assuntos da vida doméstica, que abrir mão da própria identidade, jamais será de grande utilidade ou bênção para o mundo, e não corresponderá ao propósito que Deus tem para a sua existência. Sendo meramente uma máquina, é dirigida pela vontade e mente de outra pessoa. Deus deu acada um, homem e mulher, uma identidade, uma individualidade, pois precisam agir por si mesmos no temor de Deus.” ⁷

“Quando a mulher sujeita o corpo e a mente ao domínio do marido, sendo passiva diante da vontade dele em tudo, sacrificando sua consciência, dignidade e mesmo personalidade, perde a oportunidade de exercer aquela poderosa in-fluên-cia que deveria possuir para o bem, a fim de elevar o marido.” ⁸

As crIanças na famílIa: “Cristo conservou uma perfeita identidade de caráter, embora estivesse cercado por influências desfavoráveis e fosse colocado nas mais diversas circunstâncias. Nada de sobrenatural ocorreu durante os primeiros trinta anos de Sua vida em Nazaré que atraísse para Ele a atenção das pessoas. […] A vida de Cristo distinguia-se da vida das demais crianças. Sua força de caráter moral e Sua firmeza sempre O levavam a ser fiel ao Seu senso do dever e a permanecer apegado aos princípios do que é correto, dos quais nenhum motivo, por mais poderoso que fosse, poderia afastá-Lo. Dinheiro ou prazer, aplauso ou censura não poderiam comprá-Lo nem lisonjeá-Lo a ponto de fazê-Lo consentir com uma ação errada. Ele era forte para resistir à tentação, sábio para discernir o mal e firme para permanecer fiel às Suas convicções.” ⁹

Para cada membro da famílIa: “Deus deu a cada um de nós uma identidade particular, nossa própria, que não se pode dissolver na de outro; mas nossas características individuais serão muito menos preeminentes se na verdade pertencemos a Cristo e Sua vontade for a nossa.” ¹⁰

Os paIs para prestarem contas pela salvação dos membros de sua famílIa: “Levantai os olhos e vede os que vêm do Norte; onde está o rebanho que se te deu, e as ovelhas da tua glória?” (Jeremias 13:20). É propósito de Deus salvar cada membro da família. Os pais são responsáveis pela salvação dos membros de sua família. Somente as famílias cuja principal fonte de identidade é Deus e Sua vontade verão o Reino de Deus.

Amém.