Se você teve a curiosidade de conhecer a cosmogonia de antigas civilizações, ou seja, os modelos pelos quais elas buscavam explicar a origem do universo, perceberá que todos eles são mitológicos, e não científicos. A descrição do texto bíblico, porém, é diferente. Sabemos que a Bíblia não é um livro científico, pois ela não foi escrita para ser estudada exclusivamente por um grupo de cientistas e pesquisadores. Ela foi dada para falar ao coração de todas as pessoas, independentemente do nível cultural. Contudo, isso não significa que ela contradiga a ciência.
O livro de Gênesis começa com o relato da criação, dizendo: “No princípio Deus criou os céus e a Terra. Era a Terra sem forma e vazia” (Gênesis 1:1 e 2). O autor começa afirmando que foi Deus quem criou todas as coisas no princípio. Depois disso, ele fala especificamente sobre o planeta Terra. É dito que o mundo era “sem forma” e vazio. Nosso planeta primitivo era um caos inabitável.
A partir desse ponto, Gênesis passa a descrever o processo que levou um lugar tão inóspito a se tornar um celeiro de vida — algo que levou seis dias.
No primeiro dia, Deus chamou a luz à existência, um elemento fundamental para haver vida. No segundo dia, separou a água que cobria o planeta. Uma parte formou o oceano primitivo, e Deus usou a outra para organizar a atmosfera. No terceiro dia, a Bíblia conta que Ele formou um único continente e o cobriu com vegetação. Agora, a Terra tinha forma; faltava ser povoada.
No quarto dia, o texto diz que o Sol e a Lua foram estabelecidos para iluminar a Terra e servir como marcadores do dia e da noite, das estações e dos anos (Gênesis 1:14). No quinto dia, Deus criou as aves para povoar os céus, e os peixes para encher os mares. Por fim, no sexto dia Ele criou os animais para viverem no continente, o homem e a mulher.
Observe que o primeiro dia, quando Deus chamou a luz à existência, está ligado ao quarto, quando surgem o Sol, a Lua e as estrelas. O segundo dia, quando o oceano e a atmosfera são organizados, está associado ao quinto, quando Ele povoa os mares com peixes, e os céus com as aves. Por fim, o terceiro dia, quando o supercontinente coberto de vegetação surge, está relacionado ao sexto, quando os animais terrestres e o ser humano aparecem.
Esse relato é simples, mas revela uma ordem. Além disso, é muito diferente do que os outros povos antigos contavam para explicar a origem da vida e do ser humano. Observe a coerência do relato sagrado: no princípio, Deus criou a atmosfera (onde está o oxigênio, essencial à vida), a litosfera (formada pela crosta terrestre, que serve de base para a vida animal e vegetal) e a hidrosfera (que corresponde à água existente no planeta, tanto nos continentes quanto na atmosfera e nos oceanos). A combinação dessas três esferas forma a biosfera, ou seja, o ambiente em que a vida é possível.
Não é somente a beleza e a lógica do relato bíblico que chamam a atenção do leitor. A vida na Terra só foi possível porque um Ser inteligente e organizado a tornou realidade. É um milagre! Por isso, o relato bíblico da criação termina com o veredito: “Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom” (Gênesis 1:31).
Além de ser uma dádiva dada ao ser humano, existe outra razão para que a humanidade zele pela conservação do planeta Terra. É o que veremos a seguir.
Deus criou o ser humano à Sua imagem e semelhança, o que significa que ele deve cuidar do planeta
Depois de descrever a criação da vida com tanta beleza e sem contradizer a ciência, Gênesis passa a abordar a origem do ser humano, homem e mulher:
“Então disse Deus: ‘Façamos o ser humano à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. ue ele domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que rastejam pela terra’. Assim, Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou e lhes disse: ‘Sejam férteis e multipliquemse! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pelo chão’” (Gênesis 1:26-28).
Essa passagem nos ensina duas coisas sobre a natureza humana: (1) somos criados à imagem de Deus e (2) Ele nos deu autoridade sobre a criação. Segundo o relato bíblico, os animais foram formados do pó
da Terra (“E disse Deus: ‘Produza a terra seres vivos de acordo com as suas espécies’” [Gênesis 1:24], da mesma forma que a humanidade [“Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra” [Gênesis 2:7]). Porém, o texto afirma que o Senhor estampou em nós a Sua imagem, o que nos diferencia do restante da criação.
A humanidade não deveria apenas povoar o planeta, como foi ordenado aos demais seres vivos da Terra, mas também governar sobre a criação. Uma leitura superficial pode levar a entender que o ser hautorização para “sza, justificando a exsastres ecológicos que vivemos hoje. No entanto, essa não era a intenção divina. Deus entregou à humanidade a Sua própria autoridade real sobre a criação. Sendo assim, como seres criados à Sua imagem, os humanos deveriam cuidar da Terra da mesma forma como Deus faz. Se agirmos como tiranos sobre a criação, iremos negar e destruir a imagem de Deus em nós. Observe como o salmista descreve o modo como Deus governa a natureza: “O Senhor é misericordioso e compassivo, paciente e transbordante de amor. O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas” (Salmos 145:8 e 9). É dessa forma que Ele também espera que a humanidade trate a natureza Em seguida, a criação cuida dos humanos, uma vez que Deus, por meio dela, nos deu os recursos naturais para nosso sustento. Está escrito: “Disse Deus: ‘Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês’” (Gênesis 1:29). Hoje, a terra nos fornece alimento, roupas e abrigo. Muitos falam da natureza como algo passivo e apenas digno de empatia, mas a Bíblia ensina que o meio ambiente cuida de nós. É por meio dele que Deus nos oferece Sua graça e cuidado a cada dia. Tudo o que precisamos para viver é oferecido graciosamente pela natureza.
Gênesis continua dizendo que Deus preparou um jardim para ser a morada de Adão e Eva. O mundo, quando saiu das mãos de seu Criador, era perfeito. Apesar de toda a sua exuberância inicial, Deus teve o cuidado de preparar um lugar especial para ser o lar de Seus filhos. Era um jardim dentro de outro jardim global. “Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, para os lados do leste; e ali colocou o homem que formara” (Gênesis 2:8).
A Bíblia explica que “o Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultiválo” (versículo 15). Adão e Eva deveriam embelezar, organizar e dar um toque pessoal ao lugar onde moravam. Era assim que eles deveriam exercer seu reinado sobre a criação: buscar o benefício da criação, e não apenas o da humanidade. E isso não mudou.
Por que essa relação entre a criação e a humanidade está 10 estremecida
As Nossas Escolhas, Boas Ou Ruins, Afetam Não Apenas a Humanidade, Mas a Própri a Natureza
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